Monte Alegre


Uma pitada de mistério, que vem de suas origens, cerca Monte Alegre, umas das mais antigas cidades da Amazônia. O ano de fundação e o responsável por ela ninguém sabe ao certo. Só que foi no século XVII, quando religiosos encarregados da catequese de grupos indígenas na margem esquerda do rio Amazonas se estabeleceram na aldeia Gurupatuba, transformada em vila em 1758. Hoje com cerca de 80 mil habitantes, a cidade guarda antigas jóias arquitetônicas, como sua primeira igreja, a capela do Bom Jesus, atualmente funcionando como biblioteca. Os habitantes do lugar recebem a denominação de "Pinta-Cuia", por ter sido iniciada neste município, a pequena indústria doméstica de cuias pintadas. Etnologicamente "Monte-Alegrense".

Pontos Turísticos

Os sítios arqueológicos de Monte Alegre estão dentro de um Parque Estadual, criado em novembro de 2001. Mas, até hoje, não foi publicado o edital para a elaboração do plano de manejo da área, ou seja, nenhuma medida de controle ou estudos detalhados foram realizados. De acordo com os relatos históricos, as primeiras informações sobre a existência de arte rupestre na região de Monte Alegre, foram registradas no início do século XIX, pelos pesquisadores alemães Carlos Frederico Felipe de Martius (botânico) e Hohann Baptist Von Spix (zoólogo), que empreenderam uma viagem de estudos pelo Brasil, de 1817 a 1820.

Além das pinturas existe a curiosa formação denominada pedra do pilão, uma rocha esculpida pelo vento e chuva de onde se tem uma excelente vista do rio Amazonas e áreas de várzea.

Na região do vale do Paraíso há inúmeras cachoeiras, destaca-se a cachoeira do Paraíso, que é esculpida em rochas sedimentares de formação Maecuru, do período Paleozóico da bacia sedimentar do Amazonas, representadas por arenitos finos, micáceos, com intercalações de siltitos. Possui uma queda d'água com 8 m de altura, escalonada em vários degraus, terminando em um "porção" no próprio leito do igarapé. O mais importante "atrativo histórico-cultural" já identificado na região, a Caverna da Pedra Pintada vem sendo objeto de estudo de inúmeros pesquisadores brasileiros e estrangeiros, os quais sempre procuram enfocar o registro, a localização e a descrição das pinturas rupestres, na gruta. Em suas paredes há painéis com pinturas rupestres.

Gastronomia

O tacacá não é considerado uma refeição. É uma espécie de bebida ou sopa, servida em cuias e vendida pelas "tacacazeiras", geralmente ao entardecer, na esquina das principais ruas das cidades paraenses, sobretudo Belém. Na hora de servir são misturados, na cuia, tucupi, goma de tapioca cozida, jambu e camarão seco. Pimenta-de-cheiro a gosto.

O açaí é um alimento muito importante na dieta dos nortistas do Brasil, onde seu consumo remonta aos tempos pré-colombianos.Na Amazônia, o açaí é consumido tradicionalmente junto com farinha de mandioca ou tapioca geralmente gelado.Há quem prefira fazer um pirão com farinha e comer junto com peixe assado ou camarão, ou mesmo os que preferem o suco com açúcar. As sementes limpas são muito utilizadas para o artesanato.

Temos o Vatapá que é um prato típico da cozinha da Bahia. Também é muito frequente na Culinária Amazônica, onde sofre alterações nos ingredientes. A sua consistência é cremosa. Temos também o Pato no tucupi, um prato brasileiro típico da culinária Amazônica. É elaborado com tucupi, líquido de cor amarela extraído da raiz da mandioca brava, e com jambu, erva típica da região norte, e temos também o bolinho que pirarucu, onde é simplesmente delicioso.